domingo, janeiro 20, 2008

Mozzarella na Carrozza

Se gastronomia é mais do que sabores e aromas, também uma arte para encher os olhos, nada mais natural que reservar um lugar especial para Nigella Lawson, a coisa mais bonita que surgiu na culinária nas últimas décadas. Pois minha última experiência na cozinha foi experimentando uma receita que vi em um de seus livros, Nigella Bites. Poucas coisas podem ser tão simples, mas ao mesmo tempo, ao menos para mim, tão delicadas de se preparar. Como fazer para o resultado final não parecer uma esponja que passou a noite em uma piscina com óleo?

Mais simples, impossível: algumas fatias de pão branco, mozzarella, um ou dois ovos batidos com sal e pimenta, leite e farinha de trigo. Monte sanduíches com generosas porções de mozzarella tendo o cuidado de manter o queijo no centro. Mergulhe rapidamente o sanduíche no leite, procurando apertar as bordas, fazendo com que a massa do pão envolva a mozzarella. Um mergulho na farinha, outro no ovo batido e daí direto para a frigideira. Quando se formar aquela bonita crosta dourada, providenciar uma rápida passada pelo papel toalha antes de servir. A carrozza para a foto é aquela em que a mozzarella está tentando escapar.

Onde está a ciência da coisa? Em deixar as carrozzas o mais secas possível. Há três fatores importantes, a meu ver: 1) O leite no pão. Eterna rivalidade, água e óleo não se misturam. Onde um está, o outro não vai. 2) A crosta de farinha e ovo que, em tese, deveria rapidamente blindar o sanduíche da pegajosa maré invasora. 3) E, finalmente, como sempre, a temperatura do óleo. Mas neste caso desconfio que não seja tão determinante, como é quando se frita batatas palito imersas ou pastéis. Não acho aconselhável mergulhar os sanduíches, por isso óleo só o suficiente para cobrir o fundo da frigideira. Se estiver quente demais, além disso, haverá problemas quando aquela massa cheia de líquidos for mergulhada. Tem faxineira no dia seguinte?

Minhas carrozzas ficaram leves, não obstante todos os meus receios. Usei óleo de canola e não azeite de oliva, como sugerido pela Nigella. O da marca Purilev parece o quarto estado da água, quase insípido.

Fácil inventar sobre o tema. Um pedacinho de presunto de parma, outros queijos... Quem sabe um pedacinho de tomate? Acompanhou um chadornaay chileno "de supermercado". Por que um chadornaay? Para os que possam imaginar que tenho um lado Renato Machado, é bom dizer logo que com o calor do verão aqui de Porto Alegre só dá para se beber algo que possa estar muito gelado. Acho que o ideal para acompanhar estas carrozzas é uma cerveja quase congelando.

Abraços!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Ainda sobre limão salgado

Uma chef me perguntou se os limões sicilianos são "aqueles amarelos". São sim. Amarelos e maiores que os tipo taiti.
Para quem ficou curioso com o carpaccio de shitake, nada como conferir com o próprio mestre:

http://www.claudetroisgros.com.br/receitas.htm

Carpaccio de shitake com um ingrediente novo

Olá para todos!
Chef? Não! Assador no máximo. Generosidade da Clarissa, ela sim, candidata ao título.
Trocadas as gentilezas, resolvi fazer esta minha primeira postagem para comentar sobre um ingrediente que achei interessantíssimo, muito diferente mesmo. Foi apresentado pelo Claude Troisgros no programa Menu Confiança, do GNT. Todos devem conhecer, é aquele em que um divertido e renomado chef apresenta receitas sofisticadas e em que agente paga um pedágio, tendo que ouvir o "enochato" Renato Machado. Pois bem, o ingrediente diferente do carpaccio de shitake que o Troisgros apresentou é limão siciliano salgado. Os limões são cortados em quatro meridianos e misturado com uma grande quantidade de sal fino. Em seguida, a mistura vai para um vidro com tampa onde deve descansar por pelo menos um mês. No programa, ele abriu um vidro com limões de três meses. Com uma faca bem afiada, livrou a casca da polpa e lavou bem. A casca, cortata em tirinhas bem fininhas, fez parte do tempero do carpaccio.
Ainda não consigo imaginar o sabor deste limão salgado. Segundo o Claude, o cheiro é fantástico. Pra descobrir, vou ter que esperar um mês, pelo menos.
Abraços,
Gom.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Receita de Massa para Pizza - a definitiva!

Estamos com chef novo na cozinha: o Gom! Finalmente, resolveu aparecer e parar de só comer, e ficar prá conversar, dar palpite e esculhembar com as minhas receitas, hehe... Sejas muito bem-vindo!!! Em tua homenagem, resolvi colocar esta receita, prá que a Carol coma pizzas mais gostosas LOGO!

Já postei aqui uma receita de massa para pizza. Esta, agora, é a versão revisada e melhorada daquela receita. Muito fácil de fazer! E fácil de manusear.

Receita de Massa para Pizza

Ingredientes:
(para 2 pizzas grossas ou 3 finas)

500 g de farinha de trigo tradicional (não a especial), mais um bocado para o manuseio da massa
1 pacote de fermento biológico instantâneo (10 g)
250 ml de água morna
1 e 1/2 colher, de sopa, de açúcar
1 colher, de chá, de sal
2 colheres, de sopa, de óleo
um pouco de óleo para untar a tigela

Preparo:

No processador de alimentos: em velocidade baixa, misturar os ingredientes em pó. A seguir, com o motor ainda girando acrescentar aos poucos a água morna misturada com o óleo. A massa deverá formar uma bola macia e não deve estar grudenta ao toque. Pode ser necessário acrescentar um pouquinho mais de água para se obter o ponto correto.

Retirar a bola de massa do processador e colocar em uma tigela levemente untada com óleo. Cobrir com um pano úmido e deixar em um local quente - por exemplo o forno desligado e ligeiramente pré-aquecido (cuidado para não aquecer demais, deve estar morno, uma temperatura suportável para a mão colocada dentro do forno). O pano úmido é importante para que a massa não resseque na superfície, devido ao calor, e forme pequenas crostas endurecidas.

Deixar crescer por 1 a 2 horas. Pode se deixar mais tempo, se desejar. Depois de 1 hora, sovar um pouco para misturar bem os gases já formados pela fermentação e deixar repousar o resto do tempo de crescimento.

Retirar a massa crescida da tigela. Não sovar mais, dividir em 2 ou 3 bolas. Em uma superfície enfarinhada, abrir as 2 ou 3 bolas em círculos. Não acrescentar muita farinha - a massa ficará pesada! Colocar em formas de pizza, pré-polvilhadas com um pouco de farinha para não grudar. Assar em forno médio-alto (200 graus) por 10 minutos. Colocar a cobertura e gratinar por 10 minutos para derreter o queijo, ou até o ponto desejado.

Pronto, é a massa perfeita.